Gerir e regular as nossas emoções é uma tarefa da nossa responsabilidade.
Gerir e regular as nossas emoções é uma tarefa da nossa responsabilidade. Mas porque será que chegamos à idade adulta, sabemos tanto sobre tantas coisas, e, ainda assim, este domínio parece algo sempre tão difícil e inacabado?
Saber como regular as nossas emoções é algo que é suposto aprendermos em criança. Pelas experiências de vida que tivemos, pelos exemplos que seguimos, pela segurança que nos foi – ou não – proporcionada.
Éramos apenas crianças.
E atenção: não estou com estas palavras a tentar culpabilizar os adultos com quem crescemos pelo que quer que seja. Estou a sublinhar que não importa tanto atribuir culpas mas sim assumir a responsabilidade pela mudança necessária.
Desenvolver ferramentas e estratégias para regular as emoções em adulto, depois de tantos anos a vincar padrões e a sentir o condicionamento de experiências passadas pode ser complexo e denso. Não é suposto saberes sempre o que e como fazer! E não, não és “descontrolado” porque perdes o controlo nem és “incapaz” ou “danificado” porque em algum momento não sabes ao certo o que fazer como que sentes.
Não tens a certeza se isto é possível para ti? É possível para todos os que se predispõe a fazer caminho nesse sentido. Envolve dedicação, autocompaixão e uma forte convicção de que vale a pena trabalhar, desenvolver e expandir essa competência.
Identificar, nomear, discriminar e regular emoções é árduo.
Aliás… sentir, é, no geral, algo difícil para muitos. Não raras vezes recebo partilhas de quem “já não sabe o que sente” ou “já não sente de todo”. O motivo? Quando sentir é sistematicamente angustiante, assustador, frustante… às vezes parece mais fácil mesmo não estar conectado às emoções. Começam ciclos de evitamento, desconexão e algures, sem sabermos bem como, estamos demasiado longe de nós próprios. Sem vontades, gostos ou motivações que nos movam. O famoso “piloto automático”.
Não precisa de ser assim!
Gostava de sublinhar que não precisa de ser assim. Mereces viver sem medo do que sentes. Mereces ser aprender a ser capaz de lidar com as tuas emoções. E essa competência pode ser desenvolvida, sim! Podes hoje dar-te tudo aquilo que não recebeste e sentes que ficou em falta. E, partindo de um novo porto seguro, onde és visto, considerado e aceite sem julgamentos, reconstruir o que ficou incompleto. Não foi por tua culpa… mas tens a responsabilidade de fazer o que precisas por e para ti.