Vou mudar a forma como pensas de quem procura terapia
Anos a fio, a ideia de trauma vinha acompanhada de um acontecimento (ou vários!) de um carácter aterrador, negro, marcante. A vivência de uma guerra, um abuso físico, um acidente, uma perda irreparável.
Existe hoje uma nova perspetiva sobre o trauma.
Felizmente, muito mudou desde esses tempos, e hoje aceitamos que para além de pessoas que vivenciaram este género de situações, também outras, que sofreram de uma forma mais continuada na vida, podem sofrer com o trauma.
Adultos funcionais que se sentem bloqueados.
Aceitamos hoje que a pessoa que procura libertar-se do trauma não é apenas aquela que está numa situação disfuncional e num momento frágil da sua vida. Não é apenas a pessoa que está num sofrimento limite e a chegar a um ponto de rutura. Não só para quem sofre diariamente com a sua saúde mental.
São também indivíduos capazes, com formação profissional sólida, realizações e concretizações importantes na sua vida.
Pessoas de alto desempenho, com altos padrões de exigência sobre si próprio, porém com padrões de comportamento enraizados que os limitam na hora de concretizar os seus objetivos.
É o adulto ativo e funcional, que sente que restringe o seu próprio potencial, que se sente bloqueado ou condicionado. É a pessoa que tem trabalho, mas que se sente insegura e não realizada. Que todos os dias faz mil coisas, mas nada soa suficiente. Que dá tudo de si, mas fica com um travo agridoce. É uma pessoa… real.
Provavelmente que estarás a ler isto numa pausa breve entre trabalho ou correria dos afazeres diários. Quiçá, na sua cama antes de fechar mais um dia e preparar-se para novas batalhas amanhã de manhã.
Desde o professor universitário ao empreendedor, do contabilista ao artista, até ao próprio psicólogo. Da jovem estudante à mãe de três.
Posso ser eu, e podes ser tu!
Obrigada por estares desse lado,
Rita Angélica Raínho