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Fugir ou explodir? Nem um nem outro!

Há quem evite conflitos a todo o custo, fingindo que eles não existem, e há quem reaja de forma explosiva a qualquer situação de confronto, deixando-se levar pelas emoções do momento. Não é saudável vermos qualquer questão de uma forma tão dicotómica e simplista, por isso não podemos desconsiderar todos os cenários intermédios.

Algures no meio destes dois extremos, encontramos o impacto que os nossos comportamentos têm nas nossas relações, sejam elas familiares, profissionais ou sociais.

Por um lado, temos quem evita e foge sistematicamente. Como a pessoa que prefere sempre “não falar sobre o assunto”, mesmo que na verdade tenha tanto a dizer e precise tão urgentemente de ser ouvido… mas as palavras simplesmente não saem. Ou ainda a pessoa que, após uma discussão, finge que nada aconteceu, ignorando os problemas que continuam a pairar, a tensão, a dor. Esta abordagem, que parece “pela paz”, na verdade cria tensão acumulada, frieza ou ressentimento. Por norma, nada fica eficazmente resolvido.O  problema não desaparece magicamente — pelo contrário, tende a ficar mais profundo e difícil de resolver. 

Do outro lado, temos quem não consegue controlar as suas reações e age impulsivamente. Perante o menor sinal de desacordo, explode em palavras ou atitudes que, mais tarde, muitas vezes lamenta. Às vezes passamos inclusivamente a ter um novo problema para além do inicial: a discussão em si, os moldes em que se dá, as palavras que são ditas, as agressões que são proferidas. Este comportamento pode até parecer que resolve um problema no imediato, mas não te deixes enganar, comportamentos destes deixam marcas difíceis de apagar: feridas emocionais, desconfiança ou um ambiente carregado de negatividade.

Pode parecer que não, mas ambos os extremos têm algo em comum!

Ambos os extremos têm algo em comum: a incapacidade de lidar com o conflito de forma adaptativa, equilibrada e saudável. A verdade é que evitar o confronto ou enfrentar tudo de forma impulsiva só piora a situação. O primeiro acumula problemas, o segundo destrói pontes.

O desafio está em encontrar um meio-termo saudável. Enfrentar conflitos não significa gritar mais alto nem fingir que está tudo bem. Não significa incendiar o ambiente nem paralisar perante uma situação problemática. 

Significa ter a coragem de falar, mas com a ponderação que facilita um entendimento.

Ouvir, mas com intenção de verdadeiramente entender. 

E construir soluções em vez de alimentar distâncias.

Será que te estás a rever?

Então, se te reconheces em algum destes comportamentos, a reflexão que fica é esta: será que está na altura de aprender a lidar com as diferenças de forma mais consciente e construtiva… para ti e para aqueles com quem e relacionas? 

Acreditamos que no meio está a virtude, nem evitar os problemas, silenciando, nem em explodir, mas em saber como dialogar, mesmo nos momentos mais difíceis, se assim for o que mais te protege. Se é mais fácil dizê-lo do que fazê-lo quando em frente aos problemas? Claro que sim! 

Daí a importância de criarmos estratégias e otimizadores em ti os recursos necessários para enfrentar estas situações que garantidamente, vão surgir de forma recorrente. Não se trata de “estar sempre tudo bem” mas sim de conseguir fazer o necessário para que volte a estar, assim que possível. O que melhorava na tua vida se pudesses estabelecer relações mais saudáveis e positivas? Mereces isso, procura começar pelo que está ao teu alcance!

Sempre aqui,

Rita Angélica Raínho

Relações saudáveis: nem fugas nem explosões, mas diálogo construtivo

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