Ressignificar

+351 917 658 631 | info@ressignificar.com

Acompanha o nosso trabalho nas redes sociais

Vamos fazer uma viagem ao interior de um cérebro que viveu uma experiência traumática?

Durante uma experiência traumática, a principal prioridade do nosso cérebro é proteger-nos, manter-nos seguros, garantindo a sobrevivência.

Ocorre uma descarga de cortisol e adrenalina, comumente associadas ao stress, mas que cumprem uma função importantíssima.

Deixar-te capaz de emitir uma resposta que te proteja, seja ela lutar, fugir ou congelar.

A amígdala, que detecta perigo, é ativada, ficando por isso mais sensível e reativa. Entramos no chamado “Modo de Sobrevivência”! Mesmo depois do evento ameaçador estar contido, ela pode manter-se ativada, fazendo com que situações sem esse potencial pareçam, na verdade, perigosas. 

O Hipocampo, região que organiza as memórias no tempo e no espaço, tende a ficar igualmente comprometido. Durante eventos de stress extremo, pode reduzir a sua actividade, deixando a memória traumática fragmentada, intensa e com sensação de ainda estar a acontecer, prolongando a perceção de perigo.

A área responsável pelo raciocínio, tomada de decisões e controlo emocional, o chamado córtex pré-frontal, pode ficar inibido ou perder momentaneamente a regulação, dificultando a atenção, concentração, o planeamento, flexibilidade e memória.

É uma grande viagem, não? 

Eventualmente, quando sentes que já não existe uma ameaça, o teu cérebro acaba por regressar ao seu estado de equilíbrio. “Está tudo bem, agora!”.

Mas… será que ficou tudo como antes?

Nem sempre. Consegues imaginar o impacto provocado por situações com uma carga emocional tão pesada, tão incomportável, podendo ainda ser potenciada pela sua repetição ao longo do tempo?

O trauma complexo

A verdade é que a exposição contínua a situações com elevado impacto emocional pode originar situações de trauma complexo. 

Os eventos traumáticos afetam-nos a nível neurológico, moldando a nossa capacidade de reação, decisão, padrões de comportamento… e com isso, a nossa vida no geral!

Vida familiar, profissional, situações quotidianas, as tuas relações.

O impacto pode ser muito profundo e as consequências significativas.Isto porque todo este impacto pode ficar registado e armazenado no teu corpo. Falo-te de sensações físicas, imagens recorrentes, impulsos automáticos

Os eventos traumáticos afetam-nos a nível neurológico, moldando a nossa capacidade de reação, decisão, padrões de comportamento… e com isso, a nossa vida no geral!

Trabalhar o impacto que estas vivências memórias anteriores desencadearam no teu cérebro permite-te reduzir o peso das mesmas. E é precisamente isto que fazemos na Ressignificar recorrendo à Terapia EMDR como principal ferramenta. Encara-a como uma forma de tirar partido da imensa capacidade de neuroplasticidade de que o nosso cérebro é dotado. 

Se é verdadeiro, factual e científico que toda esta viagem “de ida” acontece… vamos procurar construir o teu caminho de volta. Não te permitas ficar preso, bloqueado, condicionado ao que te magoou. Isso seria o equivalente a permitires que continue a provocar-te dano incessantemente. 

Este artigo baseia-se numa partilha que fiz originalmente na página de Instagram da Ressignificar.
Se te suscitou curiosidade, podes sempre dar-lhe uma vista de olhos abaixo.

Qualquer comentário, dúvida ou partilha, estou sempre por aqui.

Obrigada pela tua presença.

Vamos fazer uma viagem ao interior de um cérebro que viveu uma experiência traumática?

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *